O que é colelitíase?
A colelitíase é definida pela presença de cálculos na vesícula biliar. É a doença gastrointestinal mais comum e estima-se que acometa aproximadamente 15% da população, e que cerca de 600.000 colecistectomias sejam realizadas anualmente nos Estados Unidos.
Como Acontece?
Uma série de fatores de risco está envolvida na formação dos cálculos. Ela pode ocorrer na infância e na adolescência, mas predomina na quinta década de vida e pode aumentar progressivamente com a idade. Na mulher entre 45 e 55 anos, a incidência oscila entre 10 e 30%.
Fatores de Risco
- Sexo feminino;
- Idade entre 40 e 60 anos;
- Uso de anticoncepcionais e estrógenos;
- Gestação (quanto mais vezes, maior o risco);
- Obesidade;
- Doenças hematológicas (anemia falciforme, talassemia, etc…).
Sinais e sintomas?
Muitos doentes apresentam sintomas dispépticos (dor de estômago), intolerância a alimentos gordurosos, má digestão e flatulência. Existem alguns pacientes que não têm nenhum sintoma e a descoberta dos cálculos se faz durante exames solicitados por outros motivos.
Os principais sintomas são:
- Dor do tipo cólica no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para as costas ou para o ombro direito;
- Náuseas e até vômitos;
- Sensação de má digestão;
- Flatulência;
- Intolerância à ingestão de gorduras.
Diagnóstico
O melhor exame para diagnosticar colelitíase é a ultrassonografia de abdome superior, que apresenta elevada sensibilidade (95–98%) para detectar cálculos na vesícula biliar.
Tratamento
A colecistectomia é tratamento de escolha para os pacientes portadores de colelitíase, sendo a via laparoscópica o procedimento mais indicado.
- Internação de 12 a 24 horas;
- Anestesia geral;
- Baixa taxa de complicação (aproximadamente 1%);
- Afastamento das atividades habituais por um período de 1 semana (2 semanas para atividades que exigam grande esforço físico);
- Pequenas cicatrizes.
